segunda-feira, novembro 27, 2017

É Natal no blog!!!!




Pois é!

Inauguramos hoje a Christmas Edition! Passo o ano à espera que chegue esta época, que é a minha preferida. Ao contrário dos dois últimos anos em que o espírito de Natal demorou para se entranhar, este ano, pela primeira vez, fizemos a árvore de Natal logo no início de Novembro e soube-me pela vida! Apanhei as lojas com os primeiros enfeites para escolher à vontade, desgracei-me em bolas, hastes, ramos, grinaldas e lanternas mas estou feliz!

Entretanto surgiu o convite de integrar um blog conjunto e dei por mim entusiasmada com este regresso à bloga. Imediatamente senti vontade de aqui vir regar as plantas, a esta casinha que embora a modos que abandonada, há tantos anos me acompanha e trago sempre no coração.

As pessoas mudam, os leitores mudam, a blogosfera muda... eu continuo a mesma. Com mais ou menos vontade de escrever. Com mais ou menos vontade de partilhar as minhas histórias, mas continuo eu. Igualzinha. Talvez só um pouco mais ponderada ;)

domingo, junho 25, 2017

Em Castanheira de Pera


Maçãs de Dona Maria - Alvaiázere - Portugal 


Ontem, de carro carregado, amanhecemos na estrada a caminho de Pedrógão e Castanheira de Pera.

Saí em jejum e por volta das 7 deu-me a fome. Combinámos que parávamos para comer quando lá chegássemos.

A viagem fez-se bem, até que entrámos no IC8. Entrar no IC8 é uma dor de alma. Interroguei-me se não seria aquilo o fim do mundo. Tudo negro. Tudo queimado. Uma dor só...
Mais à frente entramos num túnel e a saída desse túnel é uma visão tenebrosa.
Saímos do IC8 em direcção à 236. Os socalcos da estrada. As marcas das travagens e derrapagens dos pneus. O alcatrão reposto aos bocados. E sabemos que naqueles bocados de alcatrão, sobre os quais estamos agora a passar por cima, aconteceu o pior. O horror. O inimaginável. Fecho os olhos e não quero pensar mas não consigo.

As aldeias e os rostos são de nos cortar o coração. Perdi a fala por inúmeros momentos. A angústia mal me permitia respirar quanto mais emitir algum som. Tirei uma foto. Uma. A que se encontra nesta publicação, à saída do túnel. Não tive coragem de registar aquilo. Tenho tudo gravado na memória. Os rostos, o que um dia foram paragens de autocarros, as carcaças dos carros, os esqueletos das árvores, milhares deles, uns que tombarem e outros que se mantêm erguidos, casas ardidas, o manto de cinza que cobria solos, caminhos e estradas, o alcatrão reposto aos bocados, as marcas dos pneus na estrada da morte... é um murro no estômago, na verdadeira acepção da palavra.
Ontem não adormeci, desmaiei no sofá, vestida, exausta e só acordei hoje. Ainda de rastos.

PS: Não consegui comer.

quarta-feira, abril 05, 2017

Coisas que parecem mentira

A pessoa pesquisa por um determinado curso que pretende frequentar.
Encontra um cujo plano curricular lhe parece reunir os conteúdos que mais lhe interessam. 
Envia um e-mail à instituição a solicitar mais informações.

Aguarda. 
Aguarda. 
Aguarda. 

Até que decide telefonar. 
E a resposta que obtém é que não responderam porque, apesar de terem o curso anunciado no site - como estando a ser leccionado em pleno - ainda não têm aprovação daqui nem certificação dacolá e que não sabem sequer quando irão ter, logo, sem isso, não pode haver curso. "Talvez para o ano." (!!!)
Então nem se dão ao trabalho de dar uma resposta. A pessoa que adivinhe.

Estamos a falar de uma chafarica qualquer? Não. Estamos a falar de uma instituição muitíssimo prestigiada e reconhecida em Portugal e no estrangeiro.

Olha se não fosse.